Nômades

6 coisas que aprendi em 6 meses de vida nômade

Desde que decidimos embarcar na vida de nômade digital no início deste ano, já passamos por diversas situações (lê-se perrengues) que nos proporcionaram aprendizados muito úteis para este estilo de vida. Ao completar 6 meses, decidi que era um bom momento para parar e refletir sobre algumas dessas lições.

Apesar de 6 meses não ser tanto tempo, e se tratar apenas do início da nossa jornada, esse tempo que estamos na estrada já deixou de ser só um teste – ou férias prolongadas – pois precisamos mudar toda nossa vida e dia a dia para se adaptar a este novo estilo de vida. Vou compartilhar com vocês o que eu vou levar de lição destes 6 meses como nômade digital:

1. Café solúvel salva vidas

Se você é completamente viciado em cafeína, como eu sou, o café é fundamental para começar o dia e ter energia para fazer o que você tem que fazer, não um boost de produtividade a ser usado estrategicamente. Em 90% das viagens que fizemos até agora, havia café disponível de uma forma ou de outra: numa lanchonete em aeroporto, em cápsulas no Airbnb alugado ou fácil de comprar em algum mercado próximo. Porém, nas poucas situações onde não havia uma dessas opções facilmente acessíveis, o café solúvel foi absolutamente um salva-vidas.

E não me entenda errado, eu não vou trocar um bom café coado por um solúvel se me dada a opção. Mas em 10% das vezes onde não há essa opção, ou a alternativa disponível é um desafio logístico por si só, o café solúvel quebra o galho até conseguir o seu café moído de todos os dias.

No quesito sabor (sim, não basta ser viciado, tem que ser chato com sabor também), existem opções que se assemelham, e em alguns critérios até superam, um bom café coado ou de cápsula. Entre os que testei até agora, há um campeão claro: o Nescafé Gold solúvel. Ele dissolve 100% em água ou leite quente e tem sabor intenso que deve agradar, ou pelo menos ser passável, até pelos cafeístas mais esnobes. Eu já encontrei pra comprar em mercados nas cidades grandes, mas se você está numa cidade menor também é fácil de comprar pela Amazon ou Mercado Livre.

⚠️Um ponto importante: existem cafés solúveis bem baratos, mas a opção que listei aqui (e outras de nível similar) são relativamente caras. Minha dica é que vale a pena pagar um pouco a mais nesses de melhor qualidade, porque a ideia não é substituir seu café normal pela opção solúvel, mas usá-la apenas enquanto você não consegue comprar seu café moído (ou sua outra opção favorita). Usando assim, ele deve durar bastante tempo e não vai pesar no bolso (lembre-se de embrulhar bem pra colocar na mala a não ser que você goste das suas roupas cheirando a café).

2. Modem 4G salva carreiras

Independentemente de você ser viciado ou não em café, se está no estilo de vida nômade, é praticamente garantido que você usa a internet para trabalhar, planejar suas viagens e resolver coisas do dia-a-dia de forma geral. Sendo assim, é imprescindível garantir sua conexão, não importa onde você esteja. Novamente, na maior parte dos lugares é relativamente fácil achar uma rede pública ou conseguir uma senha de wifi (num restaurante ou café, por exemplo). Além disso, as acomodações do Airbnb que ficamos até agora também possuem conexões de internet boas (esse é um dos critérios que usamos em nossa busca).

Mas, nas ocasiões onde não há rede pública ou disponível, ou quando a conexão do seu Airbnb te deixa na mão e dá algum problema (o que é bem comum), ter um plano 4G permite que você não perca aquela reunião importante do seu trabalho. Ou um episódio da sua série favorita… O modem 4G também é uma opção boa para utilizar durante as viagens em si, quando se necessita de uma conexão mais rápida. Você já tentou subir um vídeo na internet do aeroporto?

Não vou falar de uma ou outra empresa específica, mas as principais operadoras no Brasil todas possuem planos atrativos de 4G. Muitos deles ficam mais ou menos no mesmo preço de um plano de internet fixa, apesar da velocidade não ser tão alta. Nosso plano, atualmente, é de 120 GB e a velocidade média que ele alcança é de 35 mbps. Não é a coisa mais rápida do mundo, mas consegue segurar facilmente dois computadores separados fazendo reunião por vídeo. Em termos da franquia de dados, até hoje não nos deparamos com a situação de usar todo o plano, e teve meses onde usávamos o modem 4G diariamente. Talvez o ponto mais crítico da decisão aqui seja a cobertura da operadora que você vai decidir contratar. Até hoje também não tivemos problema com isso, e o modem funcionou normalmente em todas as cidades que utilizamos, até quando o sinal 4G no celular não pegava direito.

Dica bônus: VPN. Como nômade, é muito comum conectar seus equipamentos a diversas redes de internet durante suas viagens. Seja em redes privadas nos apartamentos alugados ou em redes públicas como de aeroportos, qualquer rede que não seja a sua particular (e mesmo em redes particulares) oferece uma vulnerabilidade para outras pessoas acessarem seus dados. Para todos nós, e em especial para nômades digitais, é importante manter os dados em nossos computadores e celulares protegidos. Por conta disso, um serviço de VPN se torna essencial. Existem planos que saem bem em conta, e além de proteger seus dados você ganha a facilidade de mudar sua conexão de país, o que permite acessar diferentes catálogos em serviços de streaming, por exemplo. Um detalhe é que existe uma perda de velocidade da conexão, então dependendo da qualidade da rede que você está conectado, é possível sentir a diferença quando se está fazendo streaming ou jogando online.

3. Minimalismo não é um luxo, é uma necessidade

Quando iniciamos nossas viagens nós decidimos reduzir nossa vida para duas mochilas, duas malas de bordo e uma mala média dividida para dois. Além disso, alguns itens que não sabíamos ainda como dar destino foram mantidos em um storage no Rio de Janeiro (onde morávamos antes de virarmos nômades). Em si, essa já foi uma redução considerável.

Mesmo com essa redução, após as primeiras viagens, percebemos que era possível reduzir ainda mais. Não só porque facilitaria a locomoção (especialmente na hora de encaixar tudo no Uber) mas também porque percebemos que a vida era mais simples com menos coisas. Por isso numa volta ao Rio de Janeiro limpamos o depósito, algumas coisas foram para doações e alguns itens de valor sentimental mandamos para as casas dos nossos pais.

As malas também foram reduzidas. Por mais que 3 malas pareça pouco, durantes os deslocamentos uma pessoa tem que ficar carregando duas malas e isso, de forma acumulada, começa a ficar bem inconveniente. Assim, decidimos que seria melhor, ao invés de duas malas de bordo e uma média, que cada um tivesse sua própria mala média. Reduzimos, portanto, de 3 para 2 malas, mantendo uma quantidade similar de espaço (fomos de 43kg para 46kg em malas), mas reduzindo a quantidade de itens a serem carregados.

O custo das viagens aumentou, pois agora precisamos pagar por duas malas despachadas, ao invés de uma. Mas ficou muito mais conveniente durante os deslocamentos, pois cada um é responsável pela sua mala somente. Esse tipo de ajuste pode ser necessário mais vezes, dependendo do próximo destino da viagem.

O ponto em que quero chegar é que, independente da configuração que faça mais sentido pra você, não há como negar que a quantidade de espaço disponível para roupas e outros objetos pessoais é bastante limitada. Por conta disso, é extremamente necessário assumir uma filosofia essencialista no momento de comprar e selecionar o que você vai carregar consigo em suas viagens. É muito fácil chegar em um local e comprar itens de roupa ou utensílios que você não encontrou no seu Airbnb e, quando vai tentar fechar a mala para a próxima localidade, perceber que passou do peso permitido para sua bagagem. Nós já tivemos esse problema algumas vezes.

Além das dicas que você pode encontrar em diversas publicações sobre como ser minimalista, ou como preparar suas malas para viver como nômade digital, eu tenho duas dicas que tem me ajudado a manter minhas malas sob controle.

  1. Aprenda a priorizar itens que possuem mais de um tipo de uso. Roupas e outros objetos de uso único ocupam espaço e são raramente utilizados. Por exemplo, hoje, na minha mala, eu tenho 3 casacos: um moletom para usar em casa, um casaco jeans para usar quando saio ou preciso viajar a trabalho e um casaco que pode ser usado tanto em casa quanto quando saio. Perceba que se eu trocar o moletom de casa e o casaco jeans por outro casaco que posso usar em ambas as situações, eu ganho um casaco de espaço na mala. Isso é exatamente o que vou fazer na minha próxima parada, e é preciso constantemente avaliar seus itens sob essa ótica.
  2. Aceite que sua mala não estará completamente preparada para todo tipo de situação que você vai encontrar. Quando viajamos de férias, por tempo limitado, é fácil justificar colocar alguns itens para situações excepcionais que podem ou não acontecer durante a viagem. Mas quando todas as suas posses materiais estão em apenas uma mala, não há muito espaço para se preparar para exceções. Portanto, na nossa experiência, alguns itens de uso muito específico e que não possuem um valor muito elevado (guarda-chuvas é um bom exemplo) devem ser comprados à medida que se necessita deles, mas não devem ser carregados na sua mala. Você pode descartar, deixar no Airbnb para o próximo hóspede ou mesmo revender o item depois de usar. Dependendo de onde você está, isso se torna ainda mais fácil ao utilizar serviços de compra online com entregas rápidas, como Amazon Prime.

4. Tudo é por tempo limitado

Essa descoberta foi uma faca de dois gumes. Por um lado, o fato de ficarmos por tempo muito limitado em um local significa que aspectos negativos que, numa estadia de maior duração, poderiam ser muito ruins, se tornam mais suportáveis. Por exemplo, se o chuveirinho do banheiro do seu apartamento vaza um pouco de água quando você abre o registro, e você pretende ficar nesse apartamento por um ano ou mais, provavelmente você vai querer trocar o chuveirinho pra evitar a molhadeira toda vez que usar. Mas, se você só vai ficar algumas semanas convivendo com isso, a água não incomoda tanto.

O problema é que isso também se aplica às coisas boas, e aí é onde corta pelo outro lado. Na maioria dos lugares que ficamos, tanto nos apartamentos quanto nas cidades em si, havia pelo menos uma coisa que a gente gostou muito e, se pudesse, não queríamos nos despedir depois de apenas um ou dois meses. Fosse um sofá sensacional que te abraçava quando você deitava (📍Florianópolis) ou as aulas de kitesurf no fim de semana (📍 Cumbuco), existem coisas que são difíceis de se despedir.

existem coisas que são difíceis de se despedir

No entanto, mesmo para as coisas positivas que vão depois de um tempo, existe uma lição muito valiosa nisso tudo: aproveite tudo ao máximo hoje, pois amanhã (ou mês que vem) você estará em outro lugar e não terá mais as mesmas coisas para aproveitar. Isso não só nos força a não procrastinar as experiências que existem nos locais que visitamos, mas também nos faz dar mais valor ao que está ali para ser experenciado.

Ao longo do tempo também estamos aprendendo a substituir a saudade das experiências e lugares que gostamos pela antecipação das coisas que ainda estão por vir. Com certeza é difícil dar tchau para as praias do nordeste, ou não querer ficar mais tempo aproveitando o friozinho do sul tomando um bom vinho, mas outras experiências tão boas quanto ainda estão pela frente.

5. Mude de lugar, não mude de rotina

Nós ainda estamos nos adaptando a essa ideia, mas esta lição é essencial, em minha opinião, para quem viaja e trabalha ao mesmo tempo. Desde pequenos, nós normalmente somos condicionados a tratar viagens como algo a se fazer durante férias. E durante férias, nossa rotina tende a ser muito diferente daquelas que temos no nosso dia-a-dia.

Quando começamos a mudar todos os meses, toda vez que a gente chegava em uma cidade nova era muito comum tratar as primeiras semanas como semi-férias e perder alguns dos hábitos mais produtivos que estabelecemos para manter nosso trabalho em dia. Isso significa começar a dormir um pouco mais tarde e acordar um pouco mais tarde, comer mais em restaurantes (ou pedir mais comida) e perder a disciplina com exercício físico. É importante tirar um tempo para conhecer os locais que estamos morando, e isso pode exigir uma reorganização das agendas, em especial nos fins de semana, mas quando se passa apenas um mês em um local, não dá pra perder duas semanas se readaptando à rotina de trabalho toda vez que mudamos.

Isso se torna ainda mais complicado quando se considera que certos locais permitem atividades diferentes dos outros. Se você está morando perto da praia, talvez seu exercício de manhã possa ser uma caminhada ou corrida à beira do mar. Mas o que acontece quando você vai passar alguns meses no interior? Na minha experiência até agora essa seria a desculpa perfeita para cancelar o exercício no início do dia. Afinal, meu exercício é caminhar na praia e, se não tem praia, não tem como caminhar na praia, logo, não tem como manter esse hábito.

E essa é a armadilha que, como nômade, nós precisamos nos atentar para não cair. Esse é um processo contínuo, e cada nova cidade tem novos desafios que precisam ser vencidos para manter uma rotina saudável e produtiva. O que mais tem nos ajudado nesse sentido é estabelecer rotinas mais genéricas que podem ser adaptadas à realidade de cada local que moramos.

Por exemplo, ao invés de determinar um exercício específico que fazemos todos os dias, nós estabelecemos apenas que, todo dia de manhã, antes de começar a trabalhar, nós vamos gastar pelo menos 30 minutos fazendo algum tipo de exercício. Isso pode ser, como no exemplo acima, uma corrida na praia, mas também pode ser alguns tabatas na sala acompanhando um vídeo do YouTube. Isso também vale pra comida, que é outra coisa que tende a mudar muito de cidade em cidade. Ao invés de determinar um cardápio fixo, e correr o risco de não achar facilmente os ingredientes de uma receita no mercado local da sua nova cidade, nós temos os horários em que comemos e alguns critérios gerais para todas as refeições, como sempre ter uma porção generosa de proteína. E aí adaptamos as receitas de acordo com o que tem nos mercados mais próximos de onde estamos morando.

Em especial, é importante ter muito claro os horários que vamos destinar aos nossos trabalhos. Independente da cidade onde estamos, nós passamos boa parte do dia dedicados aos nossos empregos e outros projetos pessoais, e é importante não deixar as variações provenientes das mudanças afetarem nossa produtividade. Isso significa estabelecer regras mais rígidas para os horários de começar e finalizar o dia de trabalho. Por exemplo, eu estabeleci que, não importa onde eu esteja, durante a semana às 9h eu estarei online no meu computador, trabalhando e disponível para compromissos profissionais. Não importa que eu esteja morando na praia, e que o mar é muito bom às 10h, esse é meu horário de trabalho.

Isso nos ajuda a não só manter o compromisso que firmamos com nossas empresas e clientes, mas permite manter um padrão de rotina que não é afetado e precisa ser reestabelecido a cada mudança. Outros pontos específicos da rotina que vejo como importantes de ter a mesma espécie de rigidez são as horas de dormir e acordar, e as horas das refeições. É claro que cada pessoa tem o seu próprio contexto de trabalho, e esse tipo de rotina possa não ser o melhor para todos, mas o importante é estabelecer o que funciona pra você e tentar manter uma rotina com pouca variabilidade nesses aspectos mais importantes.

6. A maioria dos dias será igual

Essa última reflexão é quase um complemento, e uma consequência, do ponto anterior. A verdade é que, diferente do que muitos influenciadores nesse nicho tendem a mostrar em suas redes sociais, a vida nômade, em especial durante a semana, é muito similar à vida não nômade para quem trabalha em casa. Na maioria dos dias você vai acordar, fazer sua rotina matinal, trabalhar até a hora do almoço, dar uma pausa para almoçar, voltar à trabalhar à tarde, parar pra jantar, relaxar um pouco à noite ou trabalhar em algum projeto pessoal, se arrumar para dormir, dormir e recomeçar tudo no dia seguinte.

Nos fins de semana, ou se você tem uma rotina de trabalho mais flexível, é possível aproveitar mais do que esse estilo de vida proporciona. Seja fazendo passeios, conhecendo a vida noturna, restaurantes e bares da sua cidade, ou mesmo curtindo algum programa de lazer exclusivo de onde você está. Esses são os momentos onde pode parecer que você está em algum vlog de um influenciador nômade. Mas, em termos percentuais, isso não é a maior parte do tempo. A maior parte dos seus dias vai ser na mesma rotina que você tinha quando morava fixo em alguma cidade, principalmente se você já trabalhava de casa.

É possível adaptar seus dias para curtir mais o que a vida nômade tem a oferecer? Com certeza. Se você quiser é possível fazer alguma atividade local no seu horário de almoço, ou sair para conhecer algum restaurante novo à noite depois de trabalhar. E por mais que eu ache que isso não só é possível, mas altamente viável, ainda existe a questão da sustentabilidade financeira e em termos de rotina (vide ponto anterior) de manter um estilo de vida mais flexível assim. Fazer passeios várias vezes na semana, e conhecer um novo restaurante todos os dias não só pesa no bolso como pode ser difícil dedicar todo esse tempo diariamente de forma prolongada.

Eu confesso que no início das nossas viagens eu me sentia um pouco culpado de passar a semana praticamente dentro de casa, trabalhando e vivendo minha vida como se eu ainda estivesse no meu apartamento no Rio de Janeiro. Afinal, qual o motivo de virar nômade se no fim das contas eu vou ficar dentro de casa trabalhando?

Mas a realidade é que não só a mudança de ambiente mês a mês tem, em si, um valor imenso para a minha qualidade de vida, como os dias que não são iguais a todos os outros, seja no fim de semana ou não, valem todo o esforço. É muito bom, pelo menos para mim, saber que hoje eu estou trabalhando vendo o mar pela janela do meu quarto, e que amanhã essa vista pode ser outra. É reconfortante saber que hoje pode estar difícil concentrar no relatório que preciso escrever porque está quente, e que amanhã eu posso estar com tanto frio que vai ser quase impossível trabalhar sem um caneca de chocolate quente.

E, acima de tudo, toda a preparação, todos os perrengues de mudanças, todo o minimalismo forçado, toda a readaptação a uma nova casa todo mês, valem a pena para poder conhecer esse mundão sem ter que esperar as minhas semanas de férias anualmente.

Quais outros desafios e aprendizados nos esperam?

Eu gostaria de terminar esse artigo, que já devia ter sido escrito há alguns meses, compartilhando minha ansiedade (do tipo bom) pelas lições que ainda estão por vir. Eu não vejo a hora de reler esse artigo daqui a mais 6 meses e descobrir os novos aprendizados que mais tempo nessa aventura vão trazer. Ou perceber que eu havia sido inocente em algumas das minhas reflexões dos seis primeiros meses. Ou mesmo que quando a gente passar a viajar internacionalmente o buraco é ainda mais embaixo.

Talvez a lição que permeia todos esses aprendizados de até agora é sobre o valor de colocar a cara à tapa e sair da zona de conforto. As experiências que nós tivemos até agora só se tornaram disponíveis porque nós tomamos a decisão de ir atrás delas. Isso também me faz refletir sobre outras decisões de vida, além do nomadismo, que nós podemos tomar e que nos proporcionem o crescimento pessoal que estamos tendo agora. Novos hobbies, amizades, trabalhos, qualquer coisa que nos tire do conforto de ficar exatamente onde estamos são oportunidades de nos fazer crescer.

O que será que está do outro lado de tentar uma coisa nova? Só tem um jeito de saber.

Hi, I’m Lear

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *